Saudações às mulheres que cuidam de nossos mangues


Neste mês queremos agitar uma grande onda de saudações às mulheres que trabalham para manter nossas encostas, em especial, os mangues. Esses ecossistemas frágeis, e as sociedades humanas em atividade ali, foram citados como em condição de alto risco no mais recente relatório, de março de 2023*, emitido pelo Painel Intergovernamental para as Mudanças Climáticas (IPCC). Hoje, quase metade da população mundial vive em regiões altamente vulneráveis. “A justiça climática é crucial porque aqueles que menos contribuíram para os eventos extremos do clima, estão sendo afetados de forma desproporcional”, diz um dos relatores. E para 2050, cerca de um bilhão de pessoas poderão estar vivendo em zonas a menos de dez metros acima do nível do mar. No Brasil, encontramos a maior faixa contínua de manguezais do mundo, onde a vegetação fornece alimento para milhões de pessoas e habitat para centenas de espécies. Os manguezais ajudam a mitigar os impactos das mudanças climáticas, já que armazenam até 4,5 vezes mais CO₂ que outras florestas tropicais. E assim, como acentua o IPCC, compartilhar as melhores práticas pode garantir os maiores ganhos em bem-estar ao priorizarmos a redução do risco climático para essas comunidades. Por isso, oferecemos aqui algumas iniciativas de conservação, pesquisa, monitoramento e vivência de mangues. Destacamos o trabalho de Marília Cunha Lignon, que conta sobre o Monitoramento Integrado de Manguezais, e os relatos das Mães do Mangue, que nos presenteiam com um livro de receitas, o Cozinha-da-Maré.
texto originalmente publicado na newsletter da 'Liga das Mulheres pelo Oceano' - Abril 2023



Comentários